Encontrar os profissionais certos para uma demanda é uma tarefa complexa. Dependendo das competências necessárias, a empresa pode precisar desenvolver profissionais internamente ou buscar no mercado especialistas com experiência naquele tipo de atividade.
Essa decisão se torna ainda mais relevante, quando o projeto envolve conhecimentos técnicos específicos ou mudanças relevantes na operação. Nesse contexto, entender qual estrutura de equipe atende melhor às necessidades do negócio também faz parte da estratégia do projeto.
O que considerar na escolha entre equipe interna e contratar especialistas?
Projetos estratégicos apresentam diferentes níveis de complexidade, prazos e necessidades. Por isso, a escolha entre desenvolver uma equipe internamente ou contratar especialistas precisa considerar os fatores que podem impactar diretamente a execução e os resultados do projeto.
Avaliar esses critérios permite entender qual estrutura faz sentido para cada iniciativa, considerando tanto as necessidades imediatas da execução quanto os impactos que essa decisão pode gerar para a organização. Antes de definir qual modelo seguir, vale considerar alguns pontos que podem refletir na execução do projeto:
Prazo
Na elaboração do escopo do projeto, é definido um cronograma com as entregas e datas, estabelecendo também os prazos que a equipe precisa cumprir ao longo da execução. Quando esses prazos são mais curtos, o tempo necessário para formar e preparar uma equipe passa a ser um fator decisivo no andamento do projeto.
Desenvolver competências internamente envolve um processo de recrutamento e um período de adaptação até que o profissional conheça todos os sistemas, os processos e consiga atuar com autonomia diante da complexidade dos desafios. Esse tempo de aprendizado varia a cada profissional e durante esse período, a produtividade tende a ser menor, o que pode comprometer o andamento da operação.
Um especialista que é contratado especificamente para o projeto, chega à operação com maior maturidade e capacidade técnica, adquiridas por meio das suas experiências anteriores, reduzindo o tempo de adaptação à função e concentrando esse aprendizado no contexto específico da empresa. Em projetos com prazos reduzidos e que possuem menor margem para ajustes, a contratação de profissionais externos pode reduzir o tempo necessário para formar a equipe e contribuir para que o negócio mantenha a capacidade de execução.
Custos
O modelo de investimento deve seguir conforme a demanda que ele busca atender. Uma função continuará existindo na empresa de forma contínua, independente de qualquer projeto estratégico, justifica um custo fixo e recorrente, pois o retorno desse investimento também é contínuo.
Já em um projeto de implementação, com etapas definidas, ter um profissional interno pode ser mais custoso para operação do que contar com um profissional terceirizado. Quando a equipe é formada por profissionais internos, após a fase mais intensa do projeto, a empresa pode se encontrar com uma estrutura de custo permanente para uma demanda que foi reduzida ou finalizada. Nesse cenário, além de manter esses profissionais, a empresa precisa considerar os custos envolvidos em capacitação, ferramentas e licenças, mesmo quando a necessidade do projeto original do projeto já não existe.
Ter um profissional externo pode ser a solução para reduzir o tempo de preenchimento dessa posição, visto que quase 75% das empresas relataram dificuldades em preencher internamente cargos técnicos avançados, segundo o Market Report World.
Muitas empresas optam por transitar entre os modelos conforme crescem e suas necessidades evoluem. Uma demanda contínua pode justificar a formação de uma equipe interna, enquanto projetos com prazo e escopo definidos podem se beneficiar de profissionais externos. O importante é avaliar cada situação e tomar uma decisão informada, baseada nas necessidades e nos dados concretos da realidade do negócio.
Expertise Técnica
Em iniciativas mais complexas, as posições do projeto exigem maior conhecimento técnico e específico, que muitas vezes não está disponível na empresa. Esse tipo de conhecimento, é construído a partir de experiências práticas em situações semelhantes, muitas vezes envolvendo decisões que aparecem apenas durante a execução real do projeto.
Desenvolver essa competência internamente é possível, mas é necessário entender a curva de aprendizado, que pode coincidir com as etapas mais sensíveis do projeto, aumentando a exposição ao risco. Um especialista que já conduziu esse tipo de iniciativa em outros contextos reduz a curva de aprendizado para fora do momento mais crítico da execução.
É importante destacar que, em algumas situações, apenas um profissional não é suficiente para dominar todas as áreas críticas. Nesses casos é necessário contar com uma squad multidisciplinar para atender às diferentes necessidades da operação.
O que é uma Squad de Desenvolvimento?
Uma squad de desenvolvimento é um time de especialistas multidisciplinares dedicado exclusivamente às demandas do cliente, atuando como uma extensão do time interno, adotando os processos, as ferramentas e a cultura da empresa.
O tamanho e a composição da squad são ajustados conforme a necessidade do projeto, o que permite escalar a operação sem os prazos e custos de um processo de contratação direta. Saiba mais em Squads de Desenvolvimento x CLT: qual modelo faz mais sentido para o seu negócio?
Flexibilidade
A necessidade de um especialista pode variar bastante ao longo da execução. Em alguns momentos, é necessário contar com esse profissional em tempo integral, enquanto em outros a demanda diminui como em períodos de estabilização.
Quando a contratação é interna, essa mudança na necessidade do projeto é mais difícil de acompanhar. Nem sempre é possível fazer uma redução da carga de trabalho desse profissional e direcioná-lo para outra atividade pode não ser possível quando não há outra demanda compatível com sua experiência. Assim a empresa continua mantendo esse profissional mesmo quando a demanda pelo seu trabalho diminui.
A contratação de um especialista para o projeto permite ajustar o tempo de atuação conforme a necessidade de cada etapa, com atuação integral nos momentos mais críticos e parcial nas etapas de menor demanda. Assim, a empresa não precisa manter o profissional em tempo integral durante todo o projeto. Essa flexibilidade permite que a contratação acompanhe o escopo e a demanda da operação.
Retenção do conhecimento
Em empresas que optaram por desenvolver internamente, o conhecimento é desenvolvido por profissionais que irão permanecer na empresa pós projeto. Esse conhecimento é mantido quando há documentação e compartilhamento, trazendo mais clareza sobre o processo.
Quando a contratação de especialistas é acompanhada de uma estrutura de governança que organiza entregáveis, documentação e ritos de compartilhamento, o conhecimento é construído ao longo do projeto, e não apenas ao final dele. O aprendizado gerado fica registrado e acessível à empresa, independente de quem executou ou esteve presente na operação.
Velocidade de decisão
Um projeto dificilmente segue o escopo sem imprevistos, e o que define a velocidade de resolução dessas situações é uma avaliação adequada do cenário e a tomada de decisão rápida. Mesmo em uma equipe internamente competente, do ponto de vista técnico, pode não ter repertório para esse tipo de situação, sendo necessária a consulta a outros profissionais.
Nesse sentido, um especialista que já conduziu projetos semelhantes tende a reconhecer esses padrões de imprevisto mais rapidamente, não necessariamente pelo domínio dessa ferramenta, mas por ter vivenciado situações de contextos próximos. Isso não substitui a governança do projeto, mas reduz o tempo entre a identificação do problema e a decisão de como agir, especialmente em fases de testes como cutover, quando esse tipo de decisão é mais frequente.
Como escolher o modelo mais adequado para cada projeto?
A escolha entre optar por uma equipe interna ou contratar especialistas depende das características de cada projeto. Pontos como prazo, custos, expertise técnica, flexibilidade, retenção do conhecimento e velocidade de decisão ajudam a identificar qual modelo está mais alinhado às necessidades da operação.
Desenvolver internamente as competências necessárias para um projeto ou encontrar profissionais com experiências específicas pode levar tempo e nem sempre é uma tarefa simples. A escassez de profissionais especializados pode dificultar a formação da equipe, enquanto os processos de recrutamento, contratação e adaptação também precisam ser considerados no planejamento do projeto.
Esse cenário ajuda a entender a adoção da alocação de profissionais: entre as empresas que enfrentaram dificuldades para encontrar talentos internamente, 61% passaram a aderir ao serviços de alocação de profissionais.
Para projetos que exigem conhecimentos específicos, a alocação de profissionais pode ser uma alternativa para complementar as competências internas e formar uma equipe com os profissionais necessários para a execução da iniciativa.
Quer entender se a alocação de profissionais faz sentido para a sua empresa?
Acesse o checklist e avalie os principais pontos que devem ser considerados antes de escolher o modelo mais adequado para o seu projeto.
Por que escolher a Gateware para a alocação de profissionais?
Com mais de 25 anos de atuação, a Gateware é especialista em alocação de profissionais e squads de desenvolvimento para diferentes níveis de complexidade e conta com clientes globais como ABinBev, MBRF, Leroy Merlin e Sympla.
Ao receber o escopo do projeto, nosso time de recrutamento realiza um diagnóstico detalhado das necessidades técnicas e estratégicas do cliente. A partir dessa análise, são definidos os perfis e competências necessárias.
Seleção estratégica dos profissionais
Em seguida, inicia-se a seleção estratégica, que combina avaliação técnica e comportamental dos candidatos e considera não apenas as competências exigidas pelo projeto, mas também o alinhamento cultural com a empresa contratante.
Gestão e acompanhamento durante o projeto
Ao longo de todo projeto, a Gateware permanece responsável pela gestão e suporte ao profissional por meio da área de Experiência do Cliente. A atuação inclui desde o entendimento aprofundado do contexto e da cultura do cliente até rotinas estruturadas de feedback, planos de desenvolvimento individual (PDI), acompanhando a produtividade e indicadores.
Esse acompanhamento também é preventivo, pois permite identificar sinais de desalinhamento ou queda de performance quando necessário, acionando rapidamente ajustes, inclusive substituições, sem comprometer a continuidade dos projetos.
Agora que chegou até aqui, que tal conferir outros conteúdos que podem ser do seu interesse?


