Erros ao montar squads de desenvolvimento: como evitá-los

Empresas que apostam em squads de desenvolvimento nem sempre obtêm os resultados esperados. Não por falta de profissionais qualificados ou investimento, mas porque adotaram o modelo sem as etapas fundamentais para fazê-lo funcionar. 

A realidade é que montar um squad eficiente vai muito além de reunir profissionais de TI em um mesmo projeto. Exige método, integração e uma visão clara de governança,  aspectos que costumam ser negligenciados quando a decisão parte de cima para baixo sem o embasamento necessário. 

Se a sua empresa está considerando adotar esse modelo ou já tentou e não obteve êxito, este artigo é para você.

Erro 1: Tratar o squad como simples contratação de mão de obra

Muitos executivos encaram a alocação de squads como uma simples terceirização de mão de obra: contrata-se um conjunto de desenvolvedores, aponta-se o projeto e espera-se a entrega. Essa visão ignora o que realmente faz um squad funcionar de forma diferente. 

Um squad bem estruturado é uma célula de trabalho multidisciplinar, com autonomia técnica, responsabilidades definidas e integração real ao contexto do negócio. Não é só sobre quem está no time, é sobre como esse time opera, se comunica e entrega valor de forma contínua.

Quando a contratação segue essa lógica, o que se obtém é exatamente isso: pessoas alocadas, sem clareza de propósito, sem governança e sem alinhamento estratégico. O resultado é retrabalho, frustração e investimento desperdiçado.

Como evitar um squad sem clareza de objetivo

Antes de contratar, defina o que o squad precisa entregar, quais competências são necessárias e como ele se conectará aos times internos.  A organização do time ocorre após a clareza de objetivo.

Erro 2 – Montar o time sem definir objetivos claros de entrega

É comum que empresas estruturem squads com base em áreas ou sistemas, como: squad de backend, squad de dados, squad de ERP sem definir o que, concretamente, esse time precisa entregar e em qual prazo. A consequência é um grupo de profissionais tecnicamente competentes que trabalha em modo reativo, apagando incêndios, sem nunca avançar de forma estratégica.

Objetivos vagos também comprometem a capacidade de medir resultados. Se não há critérios claros de trabalho, as entregas não conseguem ser julgadas corretamente, possibilitando entregas incompletas e atrasadas.

Como evitar que a célula trabalhe sem direção

Defina OKRs ou metas de entrega antes de iniciar qualquer alocação, com isso o squad sabe quais são suas responsabilidades e como elas serão analisadas. Isso não é responsabilidade só do tech lead é uma decisão de negócio que precisa partir dos cargos mais altos.

De um lado, alguns executivos pensam que pelo times serem ágeis e autogerenciáveis podem se afastar da gestão do projeto. E após um tempo, depois descobrem que o projeto seguiu um caminho diferente do esperado ou que as entregas não refletem as prioridades do negócio. 

Do outro lado, há gestores que, por não confiarem plenamente no modelo, monitoram cada ação, exigem justificativas para decisões técnicas e agendam reuniões em excesso. Esse comportamento além de pressionar o squad, acaba por consequência retirando a autonomia. 

Um modelo ideal, é estruturado com: reuniões e rituais de alinhamento regulares, indicadores de performance visíveis e transparência. Ele é auto gerenciável, não transforme o acompanhamento com controle excessivo.

Como encontrar o equilíbrio entre autonomia e acompanhamento

Estabeleça pontos de contatos claros, sejam eles, reuniões, relatórios, pontos de controle e defina quais decisões o squad terá autonomia e quais devem ser reportadas para o gestor.

Erro 4: Ignorar a integração e o onboarding com o time interno

Um squad alocado externamente precisa ser tratado como parte do negócio, não apenas como profissionais terceirizados. 

Quando não há um onboarding estruturado, apresentação do contexto da empresa, alguma coisa, sistemas existentes, liderança, o squad inicia o trabalho com informações incompletas, sem entender a realidade operacional no que ele está entrando. 

Além disso, a falta de integração cultural cria um distanciamento que afeta diretamente o engajamento dos profissionais e a qualidade das entregas. Times que não se sentem parte do projeto entregam o mínimo, sem o comprometimento esperado de grandes projetos.

Como integrar o squad à cultura do time

O início de um squad, deve ter um onboarding completo para ambientar os profissionais e prestadores de serviço. Apresente a empresa, os objetivos estratégicos, as equipes envolvidas e os sistemas com os quais o squad irá interagir. Quanto mais contexto, mais assertividade nas entregas.

Erro 5: Escolher o parceiro só pelo preço

Escolher a proposta de células de alocação pela proposta mais barata, é tentador para ter mais eficiência de custos mas costuma ser o início de um problema caro. 

Parceiros sem experiência em ambientes corporativos complexos tendem a apresentar profissionais tecnicamente competentes, mas sem o preparo para atuar em estruturas com múltiplos projetos simultâneos, sistemas legados, integrações críticas e exigências de governança. O custo do retrabalho, dos atrasos e da rotatividade de profissionais rapidamente supera qualquer economia inicial.

A escolha do parceiro de alocação precisa considerar a experiência setorial, o modelo de gestão dos profissionais, acompanhamento dos prestadores de serviço, a capacidade de executar hunting estratégico e a maturidade dos processos de integração com o cliente.

Como avaliar um parceiro de alocação além do custo

Avalie o parceiro pelos resultados que ele já entregou em contextos similares ao seu. Verifique informações na imprensa e solicite cases de sucesso. Assim é possível entender como é feito o acompanhamento dos profissionais e verificar se há um modelo de governança estruturado (não apenas promessas de agilidade).

Como a Gateware supera expectativas

Com mais de 25 anos de atuação no mercado de tecnologia e reconhecida publicamente pelo alto nível de assertividade, a Gateware desenvolveu um modelo de alocação de squads e células de desenvolvimento que supera positivamente as expectativas.

Composição orientada a objetivo

Cada célula é estruturada a partir das necessidades do projeto, não apenas de perfis genéricos disponíveis em banco de dados. O processo começa com um mapeamento técnico, mercadológico e estratégico do contexto do cliente, garantindo que a composição do squad faça sentido para o desafio a ser enfrentado.

Hunting estratégico e seleção criteriosa

O processo de recrutamento da Gateware avalia não apenas competências técnicas, mas também o alinhamento comportamental e cultural com a empresa contratante. Profissionais que se destacam integram um banco de talentos que permite futuras realocações com agilidade.

Governança e acompanhamento contínuo

Os squads operam com reuniões de alinhamento, indicadores de performance e comunicação constante com os gestores do cliente. Autonomia técnica e responsabilidade sobre entregas são possíveis com transparência e controle estratégico, sem burocracia desnecessária.

Integração diferenciada

O onboarding dos profissionais e prestadores de serviço é estruturado para garantir que o squad entenda o contexto do negócio, as regras operacionais e as expectativas de entrega antes de iniciar o trabalho. Isso reduz o tempo do período de ambientação e aumenta a assertividade desde as primeiras semanas.

Experiência em ambientes corporativos complexos

Empresas como Ambev, AB-InBev, Electrolux, KPMG, Leroy Merlin e Match Group confiam à Gateware a estruturação de times de tecnologia em cenários de alta complexidade. Essa experiência se traduz em um modelo de atuação maduro, capaz de operar em ambientes com múltiplos projetos simultâneos, sistemas legados e demandas de governança rigorosa.

Na prática, é assim que nossos clientes descrevem a experiência

“Já passei por outros recrutamentos que tiveram dificuldade em entender o que o cliente necessita. Apenas encontravam um PMO no mercado e encaminhavam para Electrolux sem analisar, enquanto todos os currículos que recebemos da Gateway tinham o perfil que procurávamos. A Gateware conseguiu captar qual era a nossa necessidade, além de ser muito flexível em relação a algumas demandas nossas durante o projeto.” – Julio Pianca, IT Solution da Electrolux

“Gateware foi decisiva na Gestão do desenvolvimento dos projetos ON TAP China, Africa, e ON TIME Latam.” – Tiago Carreira,  Global Logistics Solutions Manager da ABInBev

Nosso CEO, Francisco Ferreira, resume bem a filosofia por trás do modelo: em projetos com prazo definido e objetivos claros, ter uma equipe já estruturada e pronta para atuar é mais estratégico do que assumir os custos e riscos de uma expansão interna permanente.

Conclusão

Squads de desenvolvimento entregam resultados quando são estruturados com método organizado e eficaz. Os erros mais comuns não estão em tecnologia ou dos profissionais: estão nas decisões que antecedem a alocação, na forma como os times são integrados e no modelo de governança adotado.

Para executivos, a questão não é se o modelo de squads funciona. É se a sua empresa está disposta a implementá-lo da forma correta, com clareza de objetivo, integração diferenciada e um parceiro com experiência para estruturar isso na prática.

Quer saber mais sobre alocação de squads? Preencha o formulário abaixo e entenda como estruturar isso na prática.

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